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A hipoterapia é um tipo de terapia com animais que permite tratar pessoas por meio da equitação. Ela é conhecida desde tempos antigos, quando Hipócrates já recomendava combater a melancolia com passeios a cavalo. Sua eficácia é reconhecida em muitos países e é amplamente utilizada para a reabilitação de crianças e adultos.
Um pouco de história
O primeiro cientista a comprovar cientificamente a eficácia da hipoterapia foi o médico francês Perron. Na segunda metade do século XVIII, ele provou que andar a cavalo estimula a circulação sanguínea e melhora o funcionamento do sistema respiratório. Dois séculos depois, o psicólogo francês Lallery se interessou pelo tema da hipoterapia. Ele chegou à conclusão de que o “tratamento com cavalos” é especialmente útil para pessoas com deficiências.
A equitação começou a ser usada como método de reabilitação na Europa na década de 1960. Nos Estados Unidos, ela é usada como método alternativo de tratamento.
Possibilidades

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A hipoterapia é utilizada como tratamento independente ou em conjunto com outras técnicas. Seus adeptos afirmam que andar a cavalo durante 30 minutos substitui 4-5 sessões de massagem.
A equitação estimula o desenvolvimento do aparelho locomotor, melhorando a coordenação e treinando a resistência. Como quase todos os grupos musculares são utilizados durante a equitação, o desenvolvimento físico do cavaleiro melhora de forma geral. Ela relaxa os músculos, permitindo remover bloqueios que não podem ser eliminados por outros procedimentos.
A equitação terapêutica também tem um efeito benéfico no estado psicoemocional dos cavaleiros. Ao andar a cavalo, a pessoa recebe um forte impulso emocional. A intensa descarga de emoções, seguida de um merecido relaxamento no final da sessão, harmoniza o funcionamento de todo o sistema nervoso. Para potencializar esse efeito, também é útil saber como relaxar depois da equitação de forma adequada.
Outra vantagem da hipoterapia é a ausência de contraindicações. Ela é adequada tanto para crianças quanto para adultos de todas as idades.
O que pode ser tratado?
- Paralisia cerebral;
- Neuroses, estados depressivos;
- Autismo (em estágios iniciais);
- Atraso no desenvolvimento infantil;
- Consequências de traumas e doenças infecciosas;
- Doenças do sistema cardiovascular.
É importante compreender que algumas das doenças acima mencionadas são incuráveis. Em pacientes com esses diagnósticos, a hipoterapia é utilizada para estabilizar ou fixar o estado, alcançando os melhores resultados possíveis em cada caso individual.
A duração de uma sessão não deve exceder 40 minutos. O médico pode ajustar esse tempo para menos. A frequência dos treinos é individual, em média as crianças treinam duas vezes por semana.
Características do tratamento

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Tudo o que é necessário para a sessão é um cavalo e um treinador-hipoterapeuta qualificado. Para as aulas, são escolhidos animais calmos e dóceis. A segurança é de especial importância durante as aulas, por isso o treinador deve ser tanto cavaleiro quanto reabilitador. Uma pessoa com formação médica deve estar sempre ao lado do paciente.
O paciente é colocado nas costas do cavalo ou deitado, se devido à doença não puder sentar-se. Não se deve colocar imediatamente no cavalo um cavaleiro que tem medo. É melhor reservar um tempo para se familiarizar com o animal. Em caso de medo intenso de altura (principalmente em crianças), é permitido passear em pôneis ou burros.
A equitação é feita sem sela, para que o contato entre o cavaleiro e o cavalo seja o mais próximo possível. Por motivos de higiene, coloca-se uma manta fina ou fralda sobre a garupa do animal. Durante os primeiros treinos, basta simplesmente montar, mas depois é aconselhável adicionar um conjunto de exercícios que o paciente realiza durante a equitação.
Para obter o efeito terapêutico, não é necessário se movimentar ativamente sobre o cavalo. Um passeio lento a cavalo também traz resultados positivos. As vibrações que emanam do animal em movimento são transmitidas ao cavaleiro e influenciam seus processos biológicos.
Não só a equitação traz benefícios, mas também o cuidado com os cavalos. Escovar e alimentar os animais também tem um efeito positivo no estado dos pacientes. A interação com os animais acalma e melhora o humor, alivia a fadiga e elimina o estresse.
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